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Banco Central: após quatro semanas estável, estimativa da inflação tem alta

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Banco Central: após quatro semanas estável, estimativa da inflação tem alta

Os analistas do mercado também mantiveram a previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 7% ao ano para o final deste ano; entenda

O Boletim Focus, informativo semanal divulgado pelo Banco Central (BC) com a estimativa dos principais indicadores econômicos, apontou que o mercado financeiro projeta uma leve alta da inflação no fechamento deste ano. A projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,08% na semana passada, para 3,09% nesta segunda-feira (13). Há quatro semanas, a expectativa estava em 3%.

A alta também foi observada para o indicador da inflação para 2018. A análise do Banco Central , com a projeção de 100 instituições financeiras, indicou que a inflação para o próximo ano pode ser de 4,04%, sendo que anteriormente a estimativa mantinha-se em 4,02%.

Mesmo com a revisão para cima da projeção, as estimativas se mantiveram abaixo do centro da meta para inflação , que é de 4,05%, segundo a autoridade monetária. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.

Na meta

Vale ressaltar que o instrumento usado pelo BC para manter a inflação sob controle e dentro da meta é a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente a taxa de juros é de 7,5% ao ano, porém a estimativa do mercado financeiro é que ela encerre este ano em 7%.

O mesmo índice é a projeção dos economistas ao longo de 2018. A última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por estabelecer a meta para a taxa Selic , está agendada para os dias 5 e 6 de dezembro.

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto ( PIB ), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi mantida em 0,73% este ano. Para 2018, a estimativa de expansão se manteve em 2,50%.

Para o crescimento econômico brasileiro os economistas optaram por manter a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 0,73% este ano. Já para 2018, com a recessão econômica findada no País, a projeção é de alta na ordem de 2,5% do PIB. Vale ressaltar que os dois indicadores mantiveram-se estáveis de uma semana para a outra, conforme divugado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central.