Notícias

Economia

Aumento de importações no ano sinaliza retomada da economia, diz MDIC

Brasil Econômico

Economia

Aumento de importações no ano sinaliza retomada da economia, diz MDIC

Crescimento das importações reflete atividade produtiva e demanda interna por insumos para indústria e para o agronegócio, segundo diretor do MDIC

A elevação nas importações do Brasil no mês de outubro (média diária de US$ 651,2 milhões, contra US$ 568,8 milhões para o mesmo mês de 2016) e no acumulado do ano (elevação de 9,1% na comparação com o mesmo período do ano passado), é uma indicação da melhora da atividade econômica no futuro. A avaliação é do diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Herlon Brandão.

De acordo com Brandão, o crescimento das importações ao longo do ano é reflexo da atividade produtiva e da demanda interna por insumos para indústria e para o agronegócio. “Notamos um crescimento, pelo terceiro mês seguido, da importação de bens de capital. Isso é muito positivo, é investimento, e sinaliza uma melhora da atividade econômica no futuro”, disse ao apresentar, nesta quarta-feira (1º), o resultado da balança comercial do mês de outubro.

Ainda segundo ele, como o Brasil importa, principalmente, bens para atividade produtiva - como insumos industriais, máquinas para agricultura e bens de capital - o crescimento das compras no exterior demonstra que “o setor produtivo está demandando mais insumos para produção nacional e para exportação”.

Dados do MDIC mostram que, no acumulado ano, o Brasil importou US$ 125 bilhões. Destaque para óleos combustíveis, com saldo positivo de 89,2%; hulhas (+110,4%); circuitos integrados (+48,3%); naftas (+43,4%) e partes de aparelhos transmissores ou receptores (+58,7%).

Agronegócio

No que diz respeito ao agronegócio, os destaques da balança comercial são para a exportação de soja e milho. De janeiro a outubro, foram vendidas 63 milhões de toneladas de soja e 21 milhões de toneladas de milho. “Até setembro, tínhamos queda do volume de milho exportado, agora temos aumento. Temos crescimento do volume exportado de carne de frango, de carne bovina, celulose e açúcar, que também estava em queda e agora passou a ter crescimento”, destacou Brandão.

O destaque das exportações em geral fica por conta de celulose, açúcar, commodities minerais, assim como a venda de petróleo, devido ao crescimento da produção nacional e os preços dessas commodities, além dos produtos industrializados, com 12% dos manufaturados, motivado pela venda de automóveis acima de 50%, de veículos de carga e produtos siderúrgicos.

“O volume de exportações de automóveis cresce para toda a América Latina, especialmente, Argentina, México, Chile, Peru e Colômbia. As carnes, que no começo do ano tinham queda, agora, estão tendo aumento também”, disse Brandão.

O governo espera que o País feche o ano com crescimento de 15% nas transações comerciais em relação a 2016. “Já temos dez meses e isso permite fazer um cenário para o ano: vamos ter desempenho positivo das exportações e importações e, certamente, a corrente do comércio brasileira vai encerrar com crescimento significativo. Já estamos com aumento de 15% do comércio como um todo, e esperamos encerrar com esse nível ou superior”.